31.10.11

Opinião não compartilhada sobre o ateísmo de Comte-Sponville

o Bruno Cava, engenheiro aeronáutico e bacharel em direito, mas que gosta mesmo de literatura e cinema, acha que o ateísmo de Comte-Sponville é do tipo "débil". Veja aqui no blog em que ele escreve, o AMÁLGAMA.

Para o engenheiro aeronáutico, estar com os estóicos, com Spinoza, Schopenhauer, Wittgenstein, Heidegger e tantos outros é criar um ateísmo "impotente" (ou seja, "sem potência"). Não sei qual seria o seu conceito de potência, mas deve ser algo mais "literal", como a potência de um murro. Talvez a potência que ele esteja procurando no ateísmo esteja na virulência e acidez de um Dawkins, e não na elegância filosófica de Sponville. Talvez, a rebusquez do Sponville soe para o engenheiro/advogado como algo desnecessário -  "perfumaria" - diria um amigo. Talvez a filosofia, tão necessária, não toque os meandros éticos (muito menos os sentimentais) do engenheiro.

...bases para um ateísmo "impotente"? Não sei não....
Quem sabe, a exigência intelectual que Sponville reiteradamente faz de seus leitores não seja o tipo de ateísmo "populesco" de um Sam Harris, por exemplo. Ateísmo "jornalístico", para "vender". Ateísmo da "pancada", do "escárnio".

O engenheiro parece ter o intuito de convocar os ateus para um confronto aberto e, um ateísmo "elegante", do tipo praticado por Sponville, provavelmente não seja uma boa "arma". É muito delicado, muito rebuscado.

Para estes, a melhor arma continua sendo, ao que tudo indica, continuar falando do "monstro do espaguete voador". Que assim seja, então.
Pastafarianismo, o argumento limitado.

Eu continuo acreditando que podemos ir além do "ensino fundamental".

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