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16.12.12

Refletindo sobre "SER CRISTÃO"....



23.2.12

A alienação nossa de cada dia - O experimento com Joshua Bell

“Em Washington – Estados Unidos, numa estação de metrô, em uma manhã fria de janeiro de 2007, um homem com um violino tocou seis peças de Bach por uma hora. Durante esse tempo, aproximadamente 2000 pessoas passaram pela estação, a maioria delas a caminho do trabalho

Depois de 4 minutos, um homem de meia idade percebeu que tinha alguém tocando. Ele diminui o ritmo e parou por alguns segundos, depois de um tempo ele saiu para cumprir seus deveres.

Quatro minutos depois, o violonista recebeu seu primeiro dolar. Uma mulher jogou dinheiro no chapéu, sem parar e foi embora.

Aos seis minutos, um jovem encostou em uma para para ouvir a música, depois olhou em seu relógio e voltou a caminhar.

Aos dez minutos um garoto parou para ouvir a música, mas sua mãe puxou ele para continuarem andando. Isso voltou a ocorrer com diversas crianças, mas todas as vezes os pais puxavam as crianças.

Aos 45 minutos o músico continuava a tocar sem parar. Apenas seis pessoas haviam parado para ouvir. Aproximadamente 20 haviam dado dinheiro, mas não permaneceram para ouvir.

O rapaz conseguiu 32 dolares no total.

Depois de uma hora ele parou de tocar e o silêncio tomou conta do local. Ninguém percebeu, ninguém aplaudiu.

Ninguém sabia, mas o violinista era Joshua Bell, um dos maiores músicos do mundo. Ele tocou uma das peças maid dificeis que já foi composta, com um violino avaliado em 3.5 milhões de dólares. Dois dias antes, Joshua Bell havia tocado em um anfiteatro cheio, onde as pessoas pagaram em media $100 dolares para ouvir ele tocar a mesma música.


Esta é uma história real. Joshua Bell, tocando sem ser reconhecido em uma estação de metrô, foi um experimento realizado por um jornal dos EUA para estudar a percepção, o gosto e as prioridades das pessoas.

Este experimento levantou diversas questões:


Em um lugar comum, num horário qualquer, nós percebemos a beleza?

Se sim, nós paramos para apreciar?

18.1.12

Evento Gospel agora pode receber dinheiro público. Brasil é um estado laico?

Teu dinheiro, dos impostos que paga, está financiado shows evangélicos!


original em: http://www.artesquema.com/2012/01/10/evento-gospel-agora-pode-receber-dinheiro-publico-brasil-e-um-estado-laico/


Aqui segue uma notícia que reflete o que é este Brasil do progresso a todo custo: A presidente Dilma sancionou a alteração da Lei no 8.313, de 23 de dezembro de 1991 – Lei Rouanet – para reconhecer a música gospel e os eventos a ela relacionados como manifestação cultural:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12590.htm

Sendo este (ainda) um Estado laico, é inaceitável essa manobra populista. A Cultura já sofreu corte brutal orçamentário em 2011-12, e ter ainda que competir com eventos religiosos de toda ordem é um espanto. Enquanto igrejas pentecostais se disseminam no país velozmente, pregando alienação e mercantilismo em nome de Deus, a educação fundamental continua sendo de péssima qualidade – e isso, a meu ver, explica o sucesso e a pressão que a bancada religiosa faz no Governo, exigindo medidas como essa.

Em resumo: tal lei permite que eventos e produtos de conteúdo religioso sejam difundidos com dinheiro do Estado, ainda que na Constituição esteja escrito o seguinte:

“Artigo 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I- estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.”

E um detalhe: ao final do texto da lei, temos dois nomes assinando o documento: Jarbas Passarinho e o titular, ex-presidente cassado Fernando Collor de Mello – um exemplo de como nosso povo continua ignorando tudo o que se relaciona com a vida política. Nem Jesus Salva…

MEDO !!!!!!!!

31.10.11

Você é ateu? a sociedade tem aversão de você!

ASSIM NÃO DÁ, NÉ?

Obs: se você não entendeu a piada acima, não adianta ler o resto do texto, ok?

...Em minhas convicções filosóficas "budistas", estou situado em um "ateísmo" absolutamente moderado. Contudo, se fizerem uma análise profunda de minhas crenças, é provável que me classifiquem como uma pessoa religiosa - ainda que eu não faça parte de nenhum grupo religioso! Pessoalmente, pouco me importa o que pensam de minhas crenças, mas gosto de ser claro quanto a minhas posições. Enfim, acho que sou uma espécie de "ateu" semi-religioso - se é que desejam me classificar.

Outrossim, sou extremamente simpático a idéias ateístas moderadas, tais como as de Comte-Sponville, Ferry e Gauchet. Outras posições -  fundamentalistas - como as de Dawkins, Hitchens, Harris e cia., apenas me fazem rir. Eles usam do expediente do deboche e do "humor negro", golpes baixos em um campo onde não precisamos disso. Dawkins é um recalcado, que deveria ter seguido a carreira de comediante; Comte-Sponville, sem descer do salto, dá um lição muito mais nobre de como alguém pode ser ateu sem usar da "ofensa" e do "escárnio".

Mas, procuro entender de onde vêm tanta ofensa contra os religiosos (como em Dawkins). E, a resposta não podia ser mais óbvia. Veja os dados abaixo:




PARA TODA AÇÃO HÁ UMA REAÇÃO. DAWKINS REPRODUZ A AGRESSÃO SOFRIDA

É O ATEÍSMO DO TIPO "OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE"

E, ADIANTA "TROCAR-TAPA"? CRIANÇAS FAZEM ISSO.

Acho que existem soluções mais "adultas", por exemplo...


29.10.11

FUNDAMENTALISMO PROTESTANTE: A INVENÇÃO DE UMA TRADIÇÃO EXCLUSIVISTA NA MODERNIDADE.

por
CAMPOS, Breno Martins Campos (UPM; PUC-SP)

Publico abaixo, trechos do trabalho citado. No final, um link completo para o artigo. Recomendo, é claro, a leitura do artigo completo



Temos uma idéia ERRÔNEA que os "árabes" muçulmanos são TODOS FUNDAMENTALISTAS. Baseado em recortes de fatos, como o atentado ao WOLRD TRADE CENTER, julgamos o todo pelas partes. Não são todos os muçulmanos que andam com bombas amarradas ao corpo. Como diz o autor do texto referido neste tópico:
 "Conhecer as origens históricas do fundamentalismo e seu trânsito é dar um passo na direção da percepção de que há fundamentalismos, e não um único. Fundamentalista não é somente o outro."
 O "fundamentalismo", contudo, em seus aspectos modernos, não é originado por uma minoria árabe, mas por nós ocidentais.
 "A questão em pauta na passagem do século XIX para o XX era a luta da teologia protestante ortodoxa, a defender a inerrância e a infalibilidade da Bíblia, contra a teologia européia, que tinha como pressupostos as conquistas da ciência: darwinismo, religiões comparadas e crítica bíblica."
" Essa forma de "literalismo" fundamentalista é antiga. Os Pais da Igreja já conheciam os debates entre os partidários da letra e os partidários de uma hermenêutica mais leve, como Santo Agostinho. Mas, na modernidade, o fundamentalismo estreito só podia virar um fenômeno protestante, porque, para ser fundamentalista, é preciso acreditar que o fundamento da verdade reside na interpretação da Bíblia"
 
SER fundamentalista é estar aprisionado a uma verdade própria

"Para Gilles Keppel (1991), nas últimas três décadas do século XX, as religiões do livro ou abraâmicas (islamismo, judaísmo e cristianismo católico romano e protestante) intensificaram suas respostas à modernidade. Tanto os protestantes da passagem do século XIX para o XX como os muçulmanos na década de 70 do século passado, ou os contemporâneos, tentaram dar respostas religiosas aos desafios da modernidade. São respostas modernas. As religiões começaram a tentar recuperar espaços perdidos para o desencantamento moderno, por meio de iniciativas populares ("por baixo") ou institucionalizadas ("pelo alto"): fenômeno histórico-social apelidado de a revanche de Deus, nada mais do que outro fruto do racionalismo moderno."

[...] o fundamentalismo apresenta-se como ferramenta privilegiada por rejeitar o diálogo e considerar o outro um terreno a ser conquistado por meio do proselitismo [...]

"Dada a legitimidade da utilização ampla do termo-conceito fundamentalismo, resta uma consideração: ele existe e está presente nas mais diferentes religiões (para não falar aqui de política, ideologia, economia). É um fenômeno moderno. Da caça às bruxas,9 passando por The fundamentals, até chegar à revanche do sagrado e à queda das torres, os fundamentalismos são um fenômeno moderno. As religiões criam gaiolas para si, para oferecer segurança, e querem trazer para dentro delas, se possível, toda a humanidade. Trata-se de oferecer segurança ontológica e social. Sentem-se chamadas para essa tarefa."

e para finalizar, e estender a crítica: "FUNDAMENTALISMOS não são exclusividades da religião"

"Fundamentalista não é somente o outro. O fundamentalismo é um tema da modernidade e não toca apenas um grupo específico de protestantes; nem são fundamentalistas somente os islâmicos, como parte da mídia quer fazer o público acreditar. Se o movimento tem origem precisa, no tempo e no espaço, hoje seu sentido extrapolou as fronteiras do protestantismo estadunidense e o mesmo termo serve para designar outros movimentos religiosos e até não religiosos. (TEM MUITO ATEU FUNDAMENTALISTA)"

EXEMPLOS DE FUNDAMENTALISMO QUE NÃO ADVÉM DA RELIGIÃO - "QUATRO PATETAS"

texto completo: http://www.dhi.uem.br/gtreligiao/pdf/st3/Campos,%20Breno%20Martins.pdf

29.7.11

enquanto isso...entre Amy e o norueguês maluco..

O mundo (me incluo) parou para ver a morte anunciada da Amy Winehouse e a insurgência do atirador maluco da Noruega.

Eles tinham algo em comum - dinheiro

A primeira, enfiou a grana nas drogas; o segundo, nas armas...




Enquanto isso...






Criança somaliana, em foto recente, de 29/07/2011, do portal Terra.


AJUDE EM:



20.7.11

campanha ATEA começa em Porto Alegre

Começou a cruzada ateísta em Porto Alegre. Como um vulcanismo patético, explode na cidade, através de outdoors, as propagandas da ATEA.


Não tenha dúvida que compreendo a RAIVA INCRUSTADA de inúmeros ateus, historicamente reprimidos  pela sociedade. A bem poucos anos, se alguém assumisse que era ateu podia ser linchado publicamente (séculos atrás era fogueira mesmo!); uma estupidez sem tamanho. Reconheço que hoje em dia ainda há muito preconceito contra ateus, preconceito este exposto ou velado (o que é pior). É preciso fazer algo, sem dúvida.

Portanto, os ateus estão em uma cruzada para mostrar que o fato de não acreditarem em Deus não significa que sejam pessoas "sem caráter" ou, pior, "endemoniadas". Eles estão mais do que certos, já que a razão está ao lado deles, penso eu. Pessoalmente, tenho claro que o fato exclusivo de alguém acreditar ou não em Deus não responde acerca de quem a pessoa é; o seu caráter. Admito, contudo, que para a gande maioria das pessoas, se alguém diz não acreditar em Deus recebe uma série de "olhares desconfiados"; do tipo - "credo! deve ser uma pessoa má, sem coração, para não acreditar em Deus, que horror!". Tal postura é um erro crasso, fruto de nossa herança cristã - que ainda abunda em lares e escolas.

Tal atitude precisa, sim, ser modificada. Existem filosofias de vida "não-cristãs" que prezam pela compaixão, pela caridade e por valores virtuosos, e não implicam em acreditar em Deus, obrigatoriamente. Uma postura filosófica soteriológica ou budista, por exemplo, pode ser enquadrada aqui como exemplo. Veja o trabalho de Luc Ferry, para citar apenas um exemplo. 

Acontece que essa nossa cultura cristã, repleta de fundamentalismos neo-pentecostais, de fato impede o diálogo saudável entre religiosos e não-religiosos. Como poderiam, então, reagir os ateus a esse avanço neo-pentecostal que faz que um "datena" da vida associe violência a ateísmo? (total estupidez)

Parece que a solução encontrada pelos ateus foi semelhante à dos fundamentalistas religiosos, ou seja, atacar com golpes de marreta a religião. É a velha lei do "olho por olho, dente por dente", que o tal Cristo lutou para reformar. Por trás de um pseudo-intelectualismo, um foulcautianismo insípido, exalam campanhas publicitárias com um "suave" e "disfarçado" cheiro de rancor. cheira mal, contudo.
E porque cheira mal?

Porque não é atacando o povão neo-pentecostal que irá fazer com que eles olhem com mais "carinho" para os ateus. Atacando? Sim! Ou você acha que associar a idéia de religião com o Hitler não é um ataque? O argumento é tosco, do tipo ad hominem - "Hitler era religioso; Hitler era mal; portanto, ser religioso é ser mal; " - dãaaaaa; argumento tosquinho, tosquinho; que só vai servir para os "evangélicos" terem mais raiva dos ateus. É o famoso "tiro no pé".  Veja a próxima imagem:


No mínimo duas coisas estão implícitas. 1 - quem tem fé é burro, pois não faz perguntas para nada; 2 - um cara com a bíblia nas mãos, atrás das grades? Que sacanagem!!! kkkkk!
Outro argumento tosco, ignorando toda a longa tradição teológica (raciocinada). Parece que o objetivo foi atingir unicamente o pietismo emocional dos neo-pentecostais, mas isso não é claro. Portanto, segundo o outdoor, ter fé é ser burro. Agressiva e ignorante esse outdoor. Outra "hemorróida" deste tipo de neo-ateísmo militante.
 
Se os "evangélicos" terão raiva da campanha, e a população letrada? os "doutos"? Essa, tomara que leia o que estou escrevendo e veja que os ateus poderiam ter pensado um pouco mais e bolado uma campanha menos infantilóide. Do jeito que está parece coisa de criança, do tipo: "Chato! Tô com raiva de você! Vou jogar seu picolé no chão também! Dá aqui! Toma!". A cena adequada seria de duas crianças se estapeando, e não de um adulto educando uma criança, como sugerem os ateus, do alto de sua magnificência.

Tô de mal!
Me poupem os colegas ateus que estão achando o máximo essa campanha! Coisa mais infantil!

ps: veja a imagem do site da ATEA, que destaca o Dawkins e o Dennett, coisa mais tosca